Por que Flávio Bolsonaro não quer que você vote?
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Quando Montesquieu criou a ideia da divisão dos poderes, vivia a realidade do século 18. É evidente que, passados quase trezentos anos, muita coisa mudou. Quando a minha geração estava no colégio, o que se ensinava nas aulas de Educação Moral e Cívica e OSPB (Organização Social e Política brasileira) era que a República Federativa do Brasil, que já tinha sido Estados Unidos do Brazil - assim mesmo, com Z -, se organizava em três poderes, conforme preconizavam os Iluministas: Executivo, Legislativo e Judiciário. A explicação seguia assim: o Legislativo cria as leis, o Executivo executa as leis e o Judiciário julga as leis. Uma explicação simples, bem sintética, e que definiu o entendimento político de muita gente. Hoje já não é bem assim, talvez nunca tenha sido bem assim, mas não vou entrar aqui num debate sobre a legitimidade ética das medidas provisórias sobre qualquer assunto, o absurdo das emendas parlamentares secretas, as decisões judiciais que viram leis e tudo isso que embaralha as ideias que temos sobre o funcionamento das estruturas institucionais do país. Quero trazer um aspecto um pouco inusitado, que fala da interferência do Poder Judiciário, especificamente da Corte Eleitoral, no plano político, que impacta diretamente a eleição para o Poder Executivo e, consequentemente, a vida do povo.
A eleição presidencial de 2022 foi marcada por inúmeras manobras do presidente nazi-fascista de plantão e seu exército de fiéis, que atingiram o ápice depois do pleito, na tentativa de golpe de 8 de janeiro, o qual não se efetivou por uma razão principal, que não é aquela que mais se divulga. Embora as instituições republicanas tenham jogado um papel fundamental na frustração da intentona bolsonarista, sobretudo o Supremo Tribunal Federal e o seu paladino da democracia, Alexandre de Moraes, quem impediu o golpe foi o governo dos Estados Unidos da América, pela falta de apoio. Sem respaldo dos ianques, não restava aos golpistas alternativa que não usar as armas que estavam ao seu alcance. O termo armas aqui pode ser entendido em sentido figurativo e também literal.
Em 2022, uma medida tomada no dia da votação de segundo turno pelo então diretor da Polícia Rodoviária Federal de Jair Bolsonaro, que, a exemplo do chefe, hoje também é presidiário, quase teve efeito decisivo no sucesso do plano neofascista. No dia 30 de outubro, após ter mapeado os resultados de primeiro turno em algumas cidades do Nordeste, onde Lula havia vencido com ampla vantagem, Vasques, a mando da cúpula bolsonarista, promoveu ações para impedir a chegada dos eleitores e eleitoras nos locais de votação. O caso está amplamente registrado na imprensa, inclusive nos canais da mídia hereditária, que não conseguem esconder a verdade eternamente, embora não deixem nunca de tentar.
A Polícia Rodoviária Federal é um órgão ligado ao Ministério da Justiça, ou seja, na repartição de poderes republicanos, está vinculada ao Poder Executivo. É claro, então, que nesta eleição não seria possível usar a estrutura policial para fraudar a eleição. A impossibilidade de usar a máquina do governo para um golpe provocou o deslocamento do eixo das ações para os dois outros poderes. O Legislativo fez a sua parte ao longo de 4 anos, especialmente com as já referidas emendas secretas, que possibilitaram uma vassourada da extrema direita nas eleições municipais de 2024, com repercussão evidente na composição do Congresso a partir de 2027. Mas a a guerra pela volta do projeto nazi-fascista-entreguista do bolsonarismo exigia um ataque por outro flanco. Qual dos poderes restava para dar seguimento ao trabalho sujo?
A tentativa de golpe judiciário está em pleno curso, mas com intenções e ações totalmente distintas daquelas que os bolsonaristas vêm propagandeando há anos. O Tribunal Superior Eleitoral, chefiado pela dupla dinâmica formada por um terrivelmente evangélico e por um terrivelmente... (melhor não dizer...) age a todo vapor, e com ares de desespero, para impedir que o eleitorado seja bem informado, sobretudo que conheça o criminoso que disputa a eleição com Lula, e, mais do que isso, para impedir que vote. O curioso é que os próprios aliados conhecem muito bem as práticas mafiosas da família franquia da corrupção. Não deixem de ver o que o Sérgio Moro tem a dizer: "Tem que enfraquecer o combate à corrupção." É o próprio senador quem diz: " https://www.instagram.com/reels/DerpiycIHt-/.
Sabendo dos interesses da famiglia, importa entender o que eles estão fazendo para fraudar a vontade popular. Muitas manchetes dizem que nesta eleição o número de urnas com locais alterados é menor do que a média. O problema, porém, não está na quantidade, mas na qualidade. A mudança acontece quase sempre em locais onde Lula venceu no primeiro turno, sem nenhuma (outra) razão que justifique. Alguma surpresa? Mas a "fraude legalizada" pode ser ainda pior. Segundo a BBC, "...os números podem mudar diariamente até domingo (25/10), quando será realizado o segundo turno."
Assim, é fundamental que as pessoas consultem os locais de votação antes de saírem para votar no domingo, e, preferencialmente, que não deixem para o final da tarde, porque podem ter surpresas ao chegar na seção eleitoral e, caso isso aconteça, é preciso que haja tempo de ir para o local alterado.
Entre tantas ações importantes para garantir a vitória de Lula e impedir que o regime protofascista dos bolsonaros se instale de forma definitiva, é muito necessário ajudar as pessoas para que possam votar. Vamos divulgar em massa a informação sobre a consulta aos locais de votação. Isso vai ajudar a vitória do povo.
PELA DEMOCRACIA!
SÓ HÁ UM CAMINHO: LULA - 13
À VITÓRIA!!!!
*Imagem de destaque: https://www.instagram.com/p/DeW8TTnRxD1/. Acesso em 20/10/2026.

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