Sempre tem um bode. Ou dois...
Em 29 de setembro de 2022, a candidata Comandante Nádia anuncia sua renúncia à disputa por uma vaga no Senado. No mesmo ato ela apresenta o seu apoio ao outro candidato da extrema direita, Hamilton Mourão. Ambos militares, ambos da linha dura. E foi exatamente para mascarar a linha do general que a ex-comandante trabalhou toda a sua campanha. Dizia ela ser a verdadeira direita, consolidando o discurso para uma parcela já lobotomizada do eleitorado bolsonarista. Mourão estaria, segundo a candidata, fazendo concessões a pautas vinculadas a um estrato social não radicalizado pelo extremismo neofascista, ao não se posicionar, por exemplo, contra a legalização do aborto. A estratégia era evidente: dar uma maquiada na cara feia do general para tentar torná-lo aceitável a pessoas que não votavam na esquerda mas que também não compactuavam com discursos fascistas. O mito do bolsonarista que come de garfo e faca. Faltando três dias para a eleição, a verdade da candidatura veio à tona e el...