Me ajuda que eu te ajudo
Uma vez, nos anos 1990, eu participei de uma reunião de negociação salarial na fundação em que eu trabalhava (FADERS). Tínhamos organizado uma paralisação e alguns colegas não queriam participar porque poderiam ter os dias de greve descontados do salário. A reunião foi apenas para cumprir uma formalidade pois já estava decidido que nós faríamos a paralisação, incluindo atos de protestos na frente do palácio do governo, junto com outras fundações, (FEBEM, atual FASE e outras). Os diretores dessas fundações se manifestariam dizendo que não iam aceitar, que haveria corte de ponto e coisa tal, mas no fim ninguém teria o salário descontado e as negociações de reposição salarial seguiriam normalmente com o governo. Com isso, os dirigentes, todos nomeados em cargos em comissão (confiança), passariam a imagem de austeridade, pois não estariam cedendo às pressões e defendendo o "interesse público", e o comando de greve poderia tranquilizar a categoria e incentivar a participação no ...