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Roteiro do golpe: princesas à procura de um imbroxável, o coração do herói e o papagaio que separou o braZil de Portugal

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  Tenho ouvido de pessoas amigas que os militares não vão embarcar numa aventura golpista com Bolsonaro. Essas opiniões sempre vêm embasadas em argumentos sólidos, mas discordo. Vejo o golpe como uma possibilidade muito assustadora. E os sinais foram dados ontem, no Sete de Setembro bolsonarista.  Bolsonaro enquadrou as Forças Armadas quando decidiu que a parada militar não seria no espaço tradicional da avenida Presidente Vargas, no Rio de Janeiro. Eu acho esses desfiles um espetáculo ridículo, mas eles são importantes na vida da caserna. E Bolsonaro levou o evento para Copacabana. Ou seja, escancarou a inversão (ou subversão) na hierarquia da farda: o capitão botou o generalato no bolso. Um dos argumentos usados por quem entende que os milicos não vão abraçar o golpe é que hoje não há mais espaço para isso, em função da repercussão negativa que teria mundo afora, e, ademais, não teria apoio de forças estrangeiras, como os Estados Unidos (Operação Condor e outros quetais). En...