Relações perigosas (ou não): ou a arte política encontra a política na arte
Eu leio/vejo/ouço política todos os dias. Por diversas razões, entre elas, por prazer. Coisa que faço com muito menos frequência, mas que deveria, é botar um vinil no prato e escutar inteirinho. Quando pensei nisso dia desses, também pensei que essas coisas andam meio juntas. E das formas mais inusitadas. Se eu leio o termo-rei das manchetes dos últimos tempos, VORCARO, invariavelmente me vem na cabeça PORCARO. Quando eu leio e/ou ouço o outro arroz de festa da grande mídia, TRUMP, penso em algo súper. SUPERTRAMP. É talvez um mecanismo de defesa freudianamente ou junguianamente explicável, quem sabe, associar alguma coisa muito boa quando surge alguma coisa muito ruim. Supertramp dispensa apresentações, penso eu. Porcaro é o nome de uma família de grandes músicos: Jeff, que tocou com muita gente grande, dos 70's principalmente, de Peter Frampton a Etta James, e junto com os irmãos, Mike e Steve, fez a súper banda Toto , e o pai, e Joe, grande baterista e percussionista. O q...